Fortificados, vinho do Porto.
Publicado: 18 de Novembro de 2024

Os vinhos fortificados podem ser secos ou adocicados, os mais comuns e a grande maioria deles são doces, mas uma coisa é fundamental para definir um vinho como sendo fortificado é a presença de um teor alcoólico acima de 16% volumes em sua composição. Para que ele atinja esse teor é necessário a mistura de aguardente vinifica que é extraída da destilação do bagaço da uva.A aplicação dessa aguardente pode ser feita durante a vinificação ou depois do seu término.
Os vinhos fortificados surgiram por uma necessidade, durante o período da expansão marítima das grandes nações com as longas viagens pelo oceano, o vinho levado acabava deteriorando-se e, para evitar que isso acontecesse passaram a misturá-lo com aguardente de uva para suportar longos percursos.
Vale lembrar que o álcool é um conservante natural. Quando pensamos em vinhos fortificados estamos pensando em vinhos que possuem uma graduação alcoólica entre 16% a 22% volumes.
Existem vários tipos de vinhos fortificados: O Jerez (Espanha), Marsala (Itália), Moscatel de Setúbal (Portugal), Vinho Madeira (Ilha da Madeira) e muitos outros, mas talvez o mais conhecido mundialmente é o vinho do Porto.
Vinho do Porto
Dentre os vinhos fortificados o porto é provavelmente o mais consumido. Este vinho é produzido em Portugal, mas não na cidade do Porto como muitos pensam erroneamente devido a seu nome.
As uvas utilizadas para fazer este vinho são cultivadas na região do Douro e lá colhidas são processadas para a fabricação de vinho que depois de pronto será enviado a cidade do Vila Nova de Gaia (Porto) para descansarem em grandes tonéis e posteriormente serem vendidos. Como Gaia fica quase a beira mar a logística de distribuição é muito melhor.
Na grande maioria os vinhos do Porto são feitos com uvas tintas e a vinificação ocorre semelhante à do vinho tinto. Mas quando o enólogo percebe que o mosto já desenvolveu pelo menos uns 6% a 7% volumes de álcool ele determina que seja colocada aguardente vínica que irá matar as leveduras e elevar a graduação álcool do tanque para uma média de 21% volumes.
Com a morte das leveduras pela presença do destilado de uva, o açúcar que não havia sido fermentado fica no tanque e desta maneira se obtém um vinho alcoólico e adocicado (naturalmente) assim a produção de vinho do Porto é realizada.